Sistema de saúde municipal é reestruturado em Marituba

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O Augusto Chaves é exemplo entre as unidades de saúde que estão sendo revitalizadas

 

 

 

 

 

 

A manicure Rafaela Monteiro, de 22 anos, é mãe de A.M, de dois anos, que teve uma infecção intestinal e necessitou de atendimento no Hospital de Urgência e Emergência Doutor Augusto Chaves, em Marituba. “Eu cheguei aqui e fui muito bem atendida. O espaço está limpo, com melhores condições de receber a população. Minha filha já está melhorando e começando a brincar. É um bom sinal”, comentou a manicure.

A instalação de brinquedotecas faz parte do processo de humanização das unidades de saúde e que estão inseridas nos esforços da gestão para reorganizar o sistema de saúde no município. Entre estes esforços estão a reforma das unidades, humanização, limpeza dos espaços e atendimento de qualidade.

A prefeita Patrícia Mendes anunciou, recentemente, que está fechando um convênio em parceria com o Governo do Estado para a reforma do Hospital de Urgência e Emergência Doutor Augusto Chaves. Enquanto a reforma não começa, o hospital passa por uma reorganização que está mudando a cara desta unidade de saúde. Uma limpeza e desinfecção totais foram realizadas no Hospital, que também passou por reparos e pinturas.

Uma ala com capacidade para cinco leitos está sendo criada exclusivamente para receber crianças com Covid-19, o que era uma carência do Augusto Chaves. “Melhorar a estrutura foi uma das prioridades assim que assumimos a direção do hospital, mas estamos buscando também melhorar em vários outros aspectos, entre eles a alimentação servida, com uma dieta orientada por nutricionistas de acordo a necessidade dos pacientes”, explicou o diretor do hospital, Patrick Botelho.

“O pessoal do hospital também está passando por uma educação continuada através de treinamento e qualificação com a finalidade de ofertar um atendimento de maior qualidade à população”, completou Botelho.

Unidade de Pronto Atendimento – Quando a nova gestão assumiu, o atendimento na UPA do município encontrava-se paralisado pela falta de insumos e condições de atendimento. “Nos primeiros dias, os atendimentos foram retomados e o pessoal redirecionado, e, hoje, estamos funcionando normalmente”, ressaltou o diretor da Unidade, Cláudio Ferreira.

O primeiro passo na humanização do atendimento foi a criação de uma brinquedoteca que tem servido como um grande recurso no auxílio do tratamento pediátrico. A dona de casa Maria Leão é mãe de uma paciente de três anos que chegou à UPA com um problema intestinal. “O brinquedo distrai, ela já foi atendida aqui outras vezes e ela ficava só chorando. Hoje ela chegou aqui e não chorou, tomou os remédios e ficou brincando”, disse a dona de casa.

A UPA também teve o seu aparelho de raio x recuperado. “Hoje o atendimento está sendo realizado e algumas dificuldades estão sendo superadas. Nossos funcionários e pacientes que se alimentavam apenas com soja hoje contam com uma refeição balanceada”, pontuou o diretor.

As UPAs são responsáveis por reduzir a procura pelas emergências hospitalares por pacientes com casos de urgência de baixa e média complexidade e assim garantir acesso da população ao atendimento de urgência, inclusive com exames laboratoriais e radiológicos.

Reorganização – O secretário municipal de Saúde, Diego Rodrigues, destacou que a Sesau está realizando um levantamento de todas as necessidades do Sistema municipal de saúde para que o atendimento não sofra interrupções. “Desde o primeiro dia da gestão nós trabalhamos muito para que o direito ao acesso à saúde fosse garantido a todos”, detalhou.

O secretário também destacou que os postos de saúde do município estão sendo reorganizados para atender os casos leves de Covid-19 que não tenham necessariamente que ser encaminhados para a Upa e para o Hospital de Urgência e Emergência. “A orientação é que as pessoas que apresentem sintomas gripais mais leves procurem a unidade de saúde mais próxima para serem avaliadas e não sobrecarregarem a UPA e a Urgência e Emergência”, afirmou o secretário.

Treinamento

Nos últimos dias 11, 12 e 15 de fevereiro, colaboradores do Hospital de Urgência e Emergência Doutor Augusto Chaves participaram do primeiro treinamento de Humanização de Saúde, realizado no auditório do próprio hospital.

O treinamento, ministrado pela Coordenadora do Serviço Social Ruana Melo, visou capacitar todos os profissionais e colaboradores da urgência e emergência à pratica do atendimento humanizado. Segundo Ruana Melo, neste primeiro momento, o treinamento foi ofertado aos colaboradores da portaria, recepção e higienização, mas a ideia é que ele se estenda a todos os setores do hospital, desde a farmácia ao raio-x. “A gente está fazendo por setores, justamente, para trabalhar cada especificidade”, afirmou.

“Estamos tentando implantar uma maneira de dar um atendimento de qualidade a quem chega, gerando harmonia no atendimento de todo o hospital”, disse. Para a coordenadora, na prática, a humanização do atendimento significa oferecer ao paciente um atendimento de qualidade, fazendo com que este seja bem recebido e tenha acesso às informações sobre o seu cuidado dentro do hospital. “É a gente estar disposto a explicar o que está acontecendo com o paciente, acolher, ter um bom relacionamento com o paciente e com o acompanhante. É saber receber e dar atendimento de qualidade aos pacientes que chegam até a gente”, ressaltou.

Segundo o diretor do hospital, Patrick Botelho, o treinamento é voltado para colocar em prática a humanização dentro do serviço da casa de saúde. “Queremos fazer com que o colaborador entenda a necessidade do que é o atendimento humano como por exemplo: tratar o paciente pelo nome, fazê-lo bem-vindo na entrada do hospital e tratar a todos de forma igual”, disse.

Para ele, o treinamento visa ainda fazer com que o colaborador tenha a percepção de que o atendimento humanizado deve ser uma pratica do hospital como um todo “o atendimento humanizado não parte somente do enfermeiro, técnico de enfermagem e do médico. Tem que partir de todos”, finalizou.

O treinamento visou capacitar os profissionais da Saúde à pratica do atendimento humanizado

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Márcio Flexa e Aline Carvalho

Fotos: Ary Brito

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