Marituba comemora seus 24 anos de Emancipação

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Desenvolvimento é a principal característica de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, que comemora hoje (22) aniversário de 24 anos de emancipação, quando foi desmembrada de Ananindeua-Benevides e se tornou um município em constante crescimento. Segundo a estimativa de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marituba, possui em torno de 130 mil habitantes.

Um dos principais avanços alcançados pelo município é a educação. De acordo com o Ministério da Educação, Marituba ultrapassou a média estadual e nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2017, obtendo 4,8 pontos, em quanto no Pará foi atingido 4,5 e no Brasil 4,7. Daiana Sodré, estudou o Ensino Fundamental e Médio em Marituba, na escola Santa Tereza D’ávila, localizada na rua Decouville. Hoje ela cursa o 4º semestre de Fisioterapia na Universidade Federal do Pará (UFPA). “Eu vejo que as escolas públicas passam por muitas dificuldades ainda, mas no ‘D’ávila’, eu recebi todo o apoio necessário dos professores da escola em si, principalmente no ENEM e no momento de escolher meu curso. Estudar lá e permanecer no meu município foi fundamental para meu crescimento”, opina.

A história de surgimento do município também se perpassa pelo desenvolvimento. Segundo uma historiadora e professora do curso de História da Universidade da Amazônia (UNAMA) a ocupação da região onde se localiza Marituba está relacionada aos projetos do governo da Província do Pará, durante a segunda metade do século XIX, para promover a ocupação e a produção agrícola da Zona Bragantina, através da fundação de núcleos coloniais. “Além dos núcleos agrícolas, foi planejada, ainda, a Estrada de Ferro Belém-Bragança, a fim de que a comunicação regular entre a capital provincial (Belém) e os núcleos agrícolas ocorresse”, explica.

A professora explica que foi ao longo do século XX que foram criadas diferentes atividades econômicas em Marituba, para incremento no Estado do Pará, quando também houve o adensamento populacional. “No período de 1950 a 1970 houve grande avanço econômico, como a inauguração da Indústria Cerâmica da Amazônia S/A e a Companhia Agropecuária do Pará (COPAGRO)”, conta. Ela lembra que foi com a utilização de argumentos que ressaltavam o crescimento econômico durante esse período que se organizou o movimento emancipatório desde 1983.

Antônio Santos, mais conhecido como Seu Santos, 76, mora há 41 anos no local e participou da emancipação de Marituba, em 1994. “Fui integrante junto com minha esposa, Dona Marly Santos, da Comissão Pró-Emancipação de Marituba (COPEM) e ajudei nos trâmites e burocracias. Contribui na propagação de informações sobre a importância da emancipação e investi para sermos um município independente”, lembra. Hoje Seu Santos se considera um cidadão orgulhoso de Marituba.

Parabéns aos nossos emancipadores, parabéns ao povo de Marituba!

Texto: Sheila Faro
Revisão: Joana Santos
Arte: Paulo Ricardo Rezende

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