Autoridades Municipais e Sociedade Civil participam de audiência pública sobre o Aterro Sanitário de Marituba

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O Aterro Sanitário instalado em Marituba foi tema da audiência pública que aconteceu na última sexta-feira (15) na Câmara Municipal de Vereadores de Marituba. Participaram do ato, os Vereadores de Marituba, Ananindeua e Belém; o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Ismaily Bastos; a Promotora do Ministério Público do Estado do Pará, Ana Maria Magalhães; membros do Fórum Permanente Contra o Aterro Sanitário e Sociedade Civil.

O titular da pasta de Meio Ambiente do município, Ismaily Bastos, destacou a posição da Prefeitura de Marituba acerca do encerramento das atividades do aterro sanitário, previsto para o dia 31 de maio de 2019 conforme divulgado pela empresa Guamá Tratamento de Resíduos. O secretário informou que Marituba é o município da Região Metropolitana de Belém que deposita a menor quantidade de detritos no aterro, menos de 5% do total depositado diariamente, porém é o que mais sofre as consequências devido à má operação do empreendimento.

De acordo com o titular, Marituba deposita cerca de 62 toneladas de resíduos domiciliares por dia, volume considerado pequeno em relação às 1.340 toneladas de detritos depositados atualmente pelos municípios de Ananindeua e Belém. Segundo os técnicos da Fundação Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e da Universidade Federal do Pará (Ufpa), o empreendimento possui capacidade para tratar com Osmose Reversa na ordem de 750 m3/dia, assim, sendo apto para o tratamento dos 9.36 m3 de chorume gerados somente pelos resíduos do município de Marituba.

Na ocasião, o secretário apresentou o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, dando ênfase à coleta seletiva e compostagem, no qual prevê uma redução de 50% dos detritos que seriam enviados para o aterro sanitário, no período de cinco anos.

Durante a audiência, foi ratificado que a prefeitura de Marituba, as autoridades municipais, os representantes do Ministério Público de Marituba e os membros do Fórum Permanente Contra o Aterro Sanitário, comungam da mesma ideia de que o aterro sanitário receba a partir do dia 31 de maio, apenas os resíduos coletados no município de Marituba e não mais o proveniente de Belém e Ananindeua, até que esses três municípios conseguissem outro local para a destinação final dos detritos.

Os integrantes do Fórum Permanente Contra o Aterro Sanitário programaram audiências públicas na terça-feira (19), às 9 horas, na Câmara Municipal de Ananindeua; no dia 21, às 14 horas, na Câmara Municipal de Belém, e, no dia 25, às 9 horas, a quarta audiência, na Assembleia Legislativa do Estado.

Texto: Paulo Ricardo Rezende

Revisão: Joana Santos

Fotos: Herbert Nascimento

 

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